Para além do ativismo de sofá

Existe em mim uma voz de autocrítica que não se cala. É comum que ela seja uma força bloqueadora para realização de inúmeras habilidade que eu gostaria de desenvolver. Mas é ela também que me puxa para o lugar de buscar coerência nas minhas relações e decisões.

Uma das resoluções de início de ano era a de estar mais presente em um dos movimentos que mais mexeu com meu processo de autoaceitação e amor próprio: o feminismo. O jornalismo me deu de presente muitas ferramentas para que eu conseguisse me expressar e também apoiar a voz dos movimentos sociais. Mas a autocrítica também alertava para um comportamento que vinha percebendo: empoderar mulheres compartilhando fotos e mensagens lacradoras nas redes sociais não era o que eu via como transformação. Não me entenda errado: eu acho que o ativismo online é poderoso, nos ajuda muito e não pode acabar (nem vai, é uma forma maior). Mas pra mim estava na hora de sair do sofá e começar a fazer um pouquinho mais sobre o assunto.

Foi assim que me uni ao Movimento Mulheres do Litoral. Hoje junto do grupo nós organizamos ações que vão para a rua falar sobre conscientização; formações sobre questões importantes para a pauta e também servimos como rede de apoio para mulheres que queiram e precisem.

O Movimento online ganha cada vez mais força por causa das ações “offline” e é assim que eu acredito que podemos chegar em quem nem sempre tem recursos para ter acesso a posts como esse. Um respalda o outro, claro. Mas o que eu vejo hoje é que estarmos juntas online só faz sentido se conseguimos estar juntas fisicamente, olhando no olho, trocando abraços, choros e sorrisos.

Por isso vou compartilhar aqui algumas das nossas reuniões e ações na rua. Para quem quiser saber mais, basta entrar em contato comigo, vou ficar feliz em conversar sobre um assunto que me é tão caro! <3

CoerênciaBruna Neto